Sábado, 30 de Agosto de 2008

WRIGHT OR WRONG

Existe toda uma barreira cultural praticamente intransponível às idéias que surgem fora das fronteiras dos países que fazem parte do clube. Aliás, eles também não reconhecem o fato histórico de que o primeiro a conseguir o vôo de um aeroplano mais pesado que o ar foi o brasileiro Alberto Santos Dumont e insistem na balela de que foram os irmãos Wright, para ficar com os louros históricos. Filmes da época provam que o aparelho deles não venceu a força da gravidade, não decolou, mas foi catapultado por uma geringonça e depois planou com o auxílio de um motor. Mesmo assim, seuvôo histórico” realizou-se sem testemunhas, sem a imprensa, sem a presença de autoridades, ao contrário de Santos Dumont que realizou seu grande feito com testemunhas, jornalistas e autoridades. Depois que ele voou com o mais pesado que o ar, os irmãos Wright afirmaram que haviam feito isso antes, na sua fazenda, sem testemunhas. Nunca, no mundo científico, se aceitou tamanho absurdo. De mentiras históricas a História oficial está cheia.


DeRose

Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

O Paradigma da Profissão

Crescemos em um contexto sócio-cultural adverso às mudanças. Quantas não são as famílias que educam seus filhos a seguirem, de olhos atados, o previsível roteiro da novela da vida.

A previsibilidade e falta de criatividade nos fazem perceber que muitos jovens optam pelas carreiras profissionais não pelo brio e pela paixão que nutrem àqueles que fazem o que amam, mas pela acomodação de, simplesmente, seguir o óbvio, almejando a suposta estabilidade financeira.

Pior do que nutrir uma postura servil é a futura constatação de que a sonhada estabilidade, possível frustradora de sonhos, nem sempre ocorre. Os números demonstram cada vez mais uma inversa realidade. Quantos dos tradicionais médicos, advogados, engenheiros ou dentistas estão realmente satisfeitos com o retorno auferido após anos de expressivo investimento em sua formação? Como está o mercado de trabalho para estas profissões?

Fácil também é identificar que a maior parte dos profissionais bem sucedidos é constituída daqueles que fizeram de sua profissão seu mais nobre ideal de vida.

Médico, policial ou ator, quem trabalha por amor, comprometimento, abnegação ou vocação assume o poder de transmutar chumbo em ouro puro, como o conhecido Rei Midas da Mitologia Grega.

Assim, os conceitos de trabalho e bem-estar jamais serão antagônicos.

Restringir-se de sonhar ofusca o colorido da vida. Muitas pessoas trabalham para viver e, ironicamente, perdem suas vidas assim...obstadas pelos condicionamentos da hipocrisia. Essas amarras normalmente são vinculadas ao receio de mudar.

Trabalhar por um ideal é uma força motriz de muitas realizações. A vontade de deixar nossa marca no mundo, de construir para que, cada vez mais, nos tornemos verdadeiros arquitetos da raça humana, torna nossa espécie tão generosa e especial.

Convido-lhe a um mergulho na sua intimidade. Estamos o tempo todo a tecer nosso destino, que ao invés de tirano e cruel pode ser tão maleável quanto desejarmos. A cada minuto, nossos pensamentos, palavras e ações moldam a nossa estória, mudam nossa vida.

Mude o mundo, comece por você.

Fernanda Monteforte

é ex-advogada e instrutora de SwáSthya Yôga.

Ministra aulasoito anos na Associação dos Profissionais

de Yôga de São Bernardo do Campo, Uni-Yôga São Bernardo.

Coordena profissinais de Yôga em empresas, escolas e academias do ABC Paulista.

As árvores e as pedras

Era uma vez um menino cheio de idéias estranhas. Ele achava que o infinito era pequeno e que o eterno era curto. Conversava com as Árvores e com as Pedras, e emocionava-se com elas, pela magnitude do que lhe contavam. Um dia as Árvores lhe disseram:

‑ Sabe? No nosso Universo cada uma de nós cumpre o que lhe cabe, pela satisfação de fazer assim. Nenhuma de nós se exime da sua parte. Os humanos passam suas vidas a só fazer coisas que lhes resultem em tensões, infelicidade e doença. Não fazem o que realmente gostariam. Caem no cativeiro da civilização, trabalham no que não gostam para ganhar a vida e perdem-na, em vão, ao nada fazer de bom. Por isso tornam-se rabugentos, envelhecem e morrem insatisfeitos. Procure você viver feliz como nós, pois alimentamo-nos, respiramos e reproduzimo-nos, tal como nos dá prazer. Assim, quando morremos, na verdade continuamos vivas em nossas sementes e crescemos de novo. Vá e ensine isso aos que, como você, podem ouvir nossas palavras. Fará muita gente feliz, livre da escravidão da hipocrisia.

O menino ainda era pequeno para saber a extensão do que lhe propunham as Árvores, mas concordou em levar essa mensagem aos homens. Entretanto as Pedras, que até então tinham-se mantido muito quietas, começaram a falar e disseram coisas aterradoras!

Uma Pedra maior e coberta de musgo, o que lhe conferia um ar ancião e sacerdotal, tomou a frente das demais e falou fundo, ecoando dentro da sua alma:

‑ Não, você não deve cometer a imprudência de levar aos homens a mensagem das Árvores. Nós somos Pedras frias e friamente julgamos. Estamos aqui há mais tempo do que elas e temos visto o transcorrer desta pequena História Universal dos humanos.

Antes de você, muitos receberam essa mensagem e foram incumbidos, por elas, de recuperar a felicidade que os hominídeos perderam ao ignorar as leis naturais. Todos quantos tentaram ajudar a humanidade foram perseguidos, difamados e martirizados. Cada um conforme os costumes de sua época: crucificados em nome da justiça, queimados em praça pública em nome de Deus e tantos outros martírios pelos quais você mesmo já passou várias vezes e se esqueceu...

Hoje você pensa que não corre mais perigo e aceita tentar outra vez. Quanta falta de senso! Quando começar a dizer as coisas que as Árvores transmitiram, vão primeiro tentar comprá-lo. Se você não sucumbir ao tilintar dos trinta dinheiros, então será preciso que seja realmente um forte para permanecer de pé, pois passarão a agredi-lo de todas as formas.

Mas o menino respondeu prontamente. Tomou um ramo em uma das mãos e uma pedra na outra, e bradou:

‑ Este é meu cetro. E este, o meu orbe. Com o vosso reino elemental construirei nosso santuário e nele reunirei os capazes de ouvir e de compreender. As rochas manterão do lado de fora os incapazes e as toras aquecerão, do lado de dentro, os que reconhecerem o valor deste reencontro.

As Árvores e as Pedras emudeceram. Depois as Árvores o ungiram com o orvalho sacudido pela brisa, e as Pedras deixaram cair em suas mãos o musgo primevo que lhes vestia, como que a abençoá-lo.

Nesse momento, os raios do Sol eram difusos por entre os ramos e a névoa da manhã. O menino olhou e compreendeu: se a luz fosse excessiva não ajudaria a enxergar, mas ofuscaria o entendimento. Então agradeceu aos ramos e à névoa. E mesmo às Pedras que o faziam tropeçar para torná-lo mais atento aos caminhos que percorria. E amou a todos... até aos homens!

Texto extraído do livro Yôga Mitos e Verdades, autor: DeRose

Basta piscar os olhos...


Você parou para refletir que a realidade nada mais é do que a leitura que se faz dela?

Viver bem é apenas uma questão de escolha. Àquela mesma situação adversa que poderia ser motivo de lamúrias incessantes, reclamações e constante vitimação, pode se transformar em um degrau rumo ao sucesso e ao aprimoramento pessoal.

que obstáculos e problemas estão presentes na vida de todos, creio ser mais saudável optarmos por aprender com eles. Indubitavelmente, são justamente as malfadadas adversidades que nos trazem agilidade e reforçam nosso poder interno, são elas que resgatam nosso espírito de luta e de defesa, chacoalham nossa existência temperando-a com a possibilidade de, a cada dia mais, nos tornarmos uma pessoa melhor.

Ao travar contato com um problema, evite reagir com pobreza de espírito. Não lastime. Pare, respire profundamente, feche os seus olhos e procure sentir... sentir e aceitar... aceitar e aprender... aprender e transformar...logo perceberá que as respostas estão próximas, tão próximas que talvez esteja ofuscado pela luz do conhecimento que habita seu coração. Deixe-o aflorar.

Assuma a responsabilidade por sua vida e perceberá que o maior obstáculo que lhe for imposto será sua maior oportunidade de crescimento. Abandone a criança mimada que insiste para que o mundo se adapte ao seu pequeno umbigo.

Basta piscar os olhos e a realidade será outra!

Sinta-se um forte, abastado de coragem e obstinação para encarar quem você é e o que você causou, assim poderá descobrir como irá resolver. Disponha-se à maturidade.

diziam os hindus antigos: “Se o chão tem espinhos, não queira cobrir o solo com couro. Cubra os seus pés com calçados e caminhe sobre os espinhos sem se incomodar com eles”.

Fernanda Monteforte

é instrutora de SwáSthya Yôga.

Ministra aulasoito anos na Associação dos

Profissionais de Yôga de São Bernardo do Campo, Uni-Yôga São Bernardo.

Coordena profissinais de Yôga em empresas, escolas e academias do ABC Paulista.

O stress e o Yôga

Muitas pessoas procuram o SwáSthya Yôga para se desestressarem. Acreditam que com a hipotética tranqüilidade que essa prática proporciona, se livrarão dele ou pelo menos o reduzirão. Outros evitam esta nobre filosofia com receio de que sua agressividade diminua, deixando-os para trás nos desafios que a vida impõe.

Para desfazer essas confusões conceituais (que deixam stressado qualquer professor de Yôga) temos que entender primeiramente o que é o stress, como ele atua e de que forma o pranáyámá (respiração), o ásana (técnica orgânica), o yôganídra (descontração) e o dhyána (meditação) poderão contribuir para melhor administrá-lo.

Stress é um estado psico-orgânico gerado pela defasagem entre o potencial do indivíduo e o desafio que ele vai enfrentar. Se estivermos diante de uma situação na qual, com os recursos normais que possuímos, certamente sairemos derrotados ou mortos, o corpo começa a gerar uma grande quantidade de modificações orgânicas e psíquicas para que possamos pelo menos ter alguma chance de vencer.

Por isso, o stress em si não é algo ruim, pois ele poderá salvar a nossa vida ou nos fazer vencer um robusto desafio. O prejudicial é dependermos dele para enfrentarmos nossos desafios cotidianos. Afinal, para gerar tal estado o corpo sofre um desgaste enorme e precisa de tempo para se regenerar completamente. Com isso você entende que o que faz mal é o stress rotineiro, que acontece toda hora e que não dá ao corpo a oportunidade de se recuperar, minando o sistema imunológico.

No tempo em que vivíamos nas cavernas, o stress salvou milhares de vezes a nossa vida. Imagine esse frágil animal chamado Homem (vale lembrar que somos mais lentos que um rato, não sabemos nadar quando nascemos, não enxergamos à noite, não temos presas, não nos movimentamos rapidamente e nem temos vigor físico para lutar contra a maior parte dos mamíferos) passeando alegremente pela floresta. De repente ele se depara com um tigre.

Numa situação normal, sem dúvida, perderíamos essa batalha. Qualquer apostador que visse essa cena colocaria uma fortuna na mesa jogando que o tigre mataria o homem, e tão rápido que talvez ele nem tivesse tempo de tirar todas as fichas do bolso. Mas... ao ver o perigo eminente, o homem se estressa... descarrega uma enorme quantidade de adrenalina no sangue, seu coração bate mais rápido oxigenando sua células, suas pupilas se dilatam, aguçando sua visão, seus músculos se contraem, dando-lhe mais força e uma enorme tensão nervosa lhe possibilita pensar mais rápido para achar a melhor saída do perigo. Ele olha para frente... brigar nem pensar, olha para uma árvore... também não duraria muito. Então vê um pedaço de pau no chão, agarra-o, começa a movimentá-lo para os lados ameaçando o felino, aos poucos anda para trás para aproximar-se de um lago. Depois de alguns minutos de muito stress, o nosso herói se joga na água e se salva. Dando mais uma oportunidade para que nossa espécie se desenvolva.

Depois dessa inusitada situação o exausto primitivo talvez dormisse por uns dois dias até que seu corpo se recuperasse totalmente. Ele levaria um mês ou mais para se deparar com um desafio tão grande novamente. Até lá, já estaria reabilitado.

O problema é que hoje, enfrentamos grandes desafios todo dia. Por isto, neste lado da equação não há como atuar e a tendência é que eles até aumentem.

Desafio > Potencial = Stress

A intenção não é acabar com stress, pois situações difíceis sempre aparecerão em nossas vidas. Acho que se você está lendo este texto, na internet, não tem a intenção de se isolar no mato e viver como ermitão, e mesmo se assim fizer, vez por outra, talvez você se depare com um tigre. Portanto, para melhorar administrar o stress, precisamos reduzir a incidência dele no nosso cotidiano. Teremos que atuar na outra parte da equação.

A solução é ampliar o nosso potencial para que desafios que anteriormente ficavam abaixo da nossa capacidade e precisávamos da força extra do stress para vencê-los, agora passem a ser vistos de cima.

Potencial > Desafio = No Stress

É neste ponto que o SwáSthya Yôga pode contribuir. Através de técnicas como:

- Pranáyámás: com uma respiração mais completa e consciente vamos oxigenar nossas células e aumentar a quantidade de energia biológica. Você já deve ter notado que quando dorme pouco ou está muito cansado tudo se torna mais difícil, sua irritabilidade aumenta, pois você precisa do stress para as mais simples tarefas do dia-a-dia. Com mais energia, você vê tudo com mais facilidade e tem a certeza que pode enfrentar qualquer desafio.

- Ásanas: as técnicas orgânicas feitas com longa permanência e pouca repetição, contribuem para melhorar nossa resistência. Com isto podemos permanecer mais tempo enfrentando os desafios sem sermos vencidos pelo cansaço, que gera stress.

- Yôganídra e dhyána: A descontração consciente e a meditação possibilitam um breve, mas profundo, descanso para a nossa psique que passa o tempo todo trabalhando e praticamente não pára. Uma breve estabilizada da mente funciona como o reiniciar de um computador, depois do qual, tudo volta a funcionar normalmente.

Num mundo cada vez mais competitivo e com cada vez menos espaço para os mais frágeis, temos que buscar soluções que nos acrescentem no longo prazo. Assim como o stress, o uso de estimulantes pode nos trazer um acréscimo de disposição no curto prazo. Mas a que preço?

O ideal é que cheguemos a níveis de disposição e energia com as ferramentas que possuímos, sem perder nada, mas apenas acrescentando potencialidades à nossa personalidade.


Daniel DeNardi

www.assimfaloudenardi.com